Como se faziam as “curas gays” no passado

As tentativas frustradas e as técnicas agressivas utilizadas para efetivar mudanças na orientação sexual!

Adicionado em: 22/03/2018 Compartilhe no WhatsApp

Até o final da década de 80, a literatura especializada exibia uma quantidade razoável de pesquisas e estudos com o tema da cura gay ou como mudar a orientação sexual de indivíduos. Esses estudos, com o passar do tempo, foram diminuindo em número até praticamente desaparecerem. Atualmente, a maioria das pesquisas e organizações que defendem a cura gay se encontram do lado de fora das instituições científicas de psicologia e psiquiatria, sendo mais encontradas em igrejas ou instituições confessionais.

Na década de 70 e início dos anos 80, eram adotadas, basicamente, dois tipos de terapias de reorientação sexual: as terapias aversivas e as terapias reparativas ou de conversão. Sendo as terapias aversivas as mais comuns,  onde se adotavam os choques eletroconvulsivos, injeção de drogas para induzir náusea e vômitos, uso de estímulos angustiantes, sugestão hipnótica, etc. A associação entre essas sensações negativas com estimulação sexual homossexual era o remédio utilizado. Assim, um homossexual era levado a assistir a um filme gay e durante a exibição injetavam drogas para induzir vômitos ou tontura.

Por óbvias razões éticas e científicas, as terapias aversivas foram trocadas pelas reparativas, utilizando a oração, a conversão religiosa, aconselhamento individual ou em grupo. Partia-se do princípio que, independentemente da complexidade da constituição da sexualidade humana, os comportamentos sexuais, baseados exclusivamente nos atos, são dependentes da vontade da pessoa e, portanto, estão sujeitos à avaliação moral. E, assim, um indivíduo que fosse capaz de julgar os próprios desejos e considerá-los como errados, poderia se forçar a agir de modo diferente.

Porém, na realidade e baseados na maioria das pesquisas recentes, os estudiosos do assunto tendem a achar que isso não é possível, ou seja, que não existe a possibilidade de se reverter a orientação sexual de alguém. Através dessas pesquisas sobre terapias de reorientação sexual, nas últimas décadas, chegou-se à conclusão de que menos de 30% desses estudos faziam referência a alguma teoria psicológica e 61% deles não dispunham de taxas de desistência do processo ou taxas de retorno ao comportamento homossexual. Resumindo, as pesquisas não acompanharam os homossexuais em período de tempo que chegasse a uma conclusão definitiva, isto é, ficaram sem saber se a suposta cura se sustentou no decorrer dos anos.

Pois se a maioria dos que aplicaram essas pretensas curas tivessem acompanhado os seus pacientes, veriam que muitos abandonam o tratamento e que os que se dizem curados, retornam a comportamentos homossexuais depois de um período. Justamente porque a orientação sexual não é reversível!
Para esses pretensos terapeutas, um dos sintomas da cura seria o afastamento das práticas que envolvessem pessoas do mesmo sexo. Contudo, está mais do que sabido que orientação sexual não é definida apenas de maneira comportamental. Os pensamentos, as fantasias e as emoções definem, em igual intensidade, a orientação sexual de alguém.

O que essas terapias de reorientação sexual conseguem, não é reverter a homossexualidade em heterossexualidade, mas reprimir os desejos homossexuais. Porém, os pensamentos, mesmo que somente os inconscientes, as fantasias e as emoções são praticamente imutáveis. Essas terapias não reconduzem a tendência homossexual de alguém para a heterossexualidade, mas, basicamente reprimem, levando a diversas doenças mentais causadas pela repressão sexual.

Em 2002, uma pesquisa entrevistou 202 pessoas que se submeteram a algum tipo de terapia de reorientação sexual. 23 tentaram o suicídio durante a conversão e 11 após o tratamento. Muitas relataram que os efeitos negativos pioravam quando os terapeutas ou pastores afirmavam que a sexualidade é uma escolha.

Foram relatados, ainda, quadros significativos de depressão, queda da autoestima, paranoia, até afastamento de familiares. Muitos eram persuadidos de que supostas falhas de educação, recebida por pais e familiares, eram a causa da homossexualidade. Outros relataram isolamento social, motivado pela ânsia de esconder que ainda eram homossexuais, até a perda da capacidade para relacionamentos de longo prazo e descrença e falta de fé.

13% relatou pequenos benefícios da terapia, e somente 4% relataram que se transformaram em heterossexuais. Outros 9% relataram que ainda têm conflitos sérios e lutam com seus desejos em relação a pessoas do mesmo sexo ou decidiram-se pelo celibato, chegando ao extremo de abrir mão da sexualidade para deixarem de terem comportamentos gays.

As pesquisas de revisão dos estudos sobre cura gay chegaram à conclusão de que apresentavam graves falhas metodológicas e não possuíam fundamentação teórica nem científica, além de violarem os princípios da ética e humanidade, e o mais grave de tudo: além de serem inócuos ainda fazem muito mal a quem se submete ou submeteu a elas.

O psicólogo Heder Bello, em recente entrevista, confirma que esses tratamentos de reorientação sexual, com requintes de crueldade, de fato existiram e que, ainda hoje, profissionais oferecem intervenções terapêuticas, na intenção de tentar driblar o desejo sexual dos pacientes LGBTs. Porém, a eficácia não é, e nunca foi, comprovada cientificamente. Completa dizendo que, hoje em dia, homo e bissexuais não sofrem devido à sua orientação sexual. Segundo ele, o sofrimento existe por conta do meio que se vive: uma sociedade que prega a heterossexualidade como a única orientação sexual digna.

Como se faziam as “curas gays” no passado

Na avenida Paulista, a principal via de São Paulo, manifestantes seguram faixa em manifestação contra a “cura gay”. (Foto: Nelson Almeida / AFP)

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